Mala branca, mala preta, mala colorida  escrito em sábado 31 outubro 2009 15:54

Nos últimos dias foi noticiado que os jogadores do Barueri admitiram ter recebido “mala branca” do Cruzeiro como incentivo para vencer do Flamengo, concorrente do clube mineiro por uma vaga na Libertadores. Diretorias de Cruzeiro e Barueri negam veementemente a informação e, por causa disso, o clube paulista afastou os dois jogadores que “vazaram” a informação, o atacante Val Baiano e o goleiro Rene, dois dos melhores jogadores do time.

“Mala branca” é quando um clube envia um incentivo financeiro para que outro time vença um concorrente direto, não é considerada uma prática ilegal nem imoral, pois só está havendo um incentivo maior para o jogador fazer o que deve, jogar para ganhar. É quase como se fosse o pagamento de um “bicho”, mas feito por outro clube. O que é considerado ilegal e imoral é a chamada “mala preta”, que é quando um clube paga a outro para perder, entregar o jogo, ou ainda quando alguém para, ou dá algum “presente”, a um juiz para que este roube o jogo em benefício de certa equipe.

Voltando ao caso do Barueri, mesmo se tiverem recebido a “mala branca” do Cruzeiro, não justificaria um afastamento dos dois principais jogadores do time. Então aí vem algo interessante, o próximo jogo do Barueri é contra o São Paulo, um dos clubes mais acusados de ser antiético, que já esteve envolvido em diversos escândalos. Além de afastarem dois dos principais jogadores, essa semana foi anunciada a contratação de Fernandinho, outro destaque do Barueri, pelo São Paulo, e o jogador também não jogará o jogo, ao que parece sofreu uma contusão, mas pode ser também alguma “desculpa”.

Ou seja, se antes havia a suspeita do Barueri ter recebido “mala branca”, agora deve haver a suspeita de “mala preta” para que o clube entregue o jogo. Não estou acusando ninguém, mas que os fatos levam a uma desconfiança isso levam, resta ver como será a atuação dos jogadores do Barueri, que devem jogar este jogo contra o São Paulo como se fosse o último jogo de suas vidas, fazendo o máximo possível para impedir a derrota e, de preferência conseguindo uma vitória, assim a desconfiança acabaria.

NOTA EXTRA: Acompanhe pelo Twitter Nosso Palmeiras mais informações sobre o caso: http://twitter.com/nossopalmeiras

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Quando ressurge o alviverde imponente  (Jogos) escrito em sexta 30 outubro 2009 14:42

O Palmeiras vinha na liderança do Campeonato há várias rodadas, estava em grande fase, viu seus adversários perderem e quando tinha a chance de poder abrir mais de 10 pontos de vantagem, começou a perder também. Foi a pior sequência do Palmeiras nesse Brasileirão, empatando com Avaí (Casa), e perdendo para Náutico (Fora), Flamengo (Casa) e Santo André (Fora). Com isso a vantagem que poderia ser de até 12 pontos ficou em apenas 1 ponto para o segundo colocado, o Atlético-MG, e o pior, Internacional e São Paulo estavam a apenas 2 pontos.

Alguma coisa aconteceu para que o rendimento caísse tanto, então alguma coisa teria que ser feita, e rápido. Muricy levou o time para Atibaia, para passar uma semana treinando concentrado, para que os problemas pudessem ser resolvidos, para que o time reencontrasse o caminho das vitórias. Para aumentar a pressão sobre os jogadores, o São Paulo venceu do Internacional na quarta-feira e assumiria a liderança caso o Palmeiras perdesse do Goiás na quinta.

É chegado o jogo, o Palmeiras vem com algumas alterações, como já era esperado, mas a principal mudança foi quanto à vontade e a postura do time em campo. Começa o jogo, o primeiro tempo tem algumas emoções, boas chances para ambos os lados, mas termina em 0 a 0. Porém, já no começo da segunda etapa Obina abre o placar com um belo gol. Aos 30 minutos Ortigoza sofre pênalti, Obina cobra e faz seu segundo gol no jogo. Aos 39, após um passe de calcanhar de Obina, Deyvid Sacconi (que entrou no lugar de Ortigoza) recebe em diagonal e chuta, marcando um golaço. Para finalizar, aos 42 minutos Marcão rouba a bola na intermediária, avança, passa por um adversário e lança Obina, que bate na saída do goleiro e marca seu 3° gol no jogo, o 4° do Palmeiras.

Assim, com uma vitória para ninguém botar defeito, mostrando uma defesa que ninguém passa e uma linha atacante de raça, além da sempre presente torcida que canta e vibra, ressurgiu nesse Brasileirão o alviverde imponente. Agora faltam seis jogos, temos 2 pontos de vantagem para o segundo colocado, é a hora de embalar uma nova sequência de vitórias, e a de ontem foi muito boa para elevar a moral do time, e ainda só depende de nós, apenas o Palmeiras só depende dele mesmo para ser Campeão.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 4 x 0 GOIÁS
Campeonato Brasileiro 2009
Local: Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 29/10/2009 (quinta-feira)
Horário: 21 horas (de Brasília)
Renda: R$ 722.461,24
Público: 18.070 pagantes

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Marco Aurélio Pessanha e Ediney Guerreiro Mascarenhas (ambos RJ)
Cartões amarelos: Sandro Silva (Palmeiras); Fernando, Valmir Lucas e Amaral (Goiás)
Cartões vermelhos: Rafael Tolói (Goiás)
Gols: PALMEIRAS: Obina, aos 5, 30 e 42 minutos do segundo tempo. Deyvid Sacconi, aos 39 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Marcos; Maurício, Danilo e Marcão; Figueroa, Souza, Edmilson (Sandro Silva), Diego Souza e Armero; Ortigoza (Deyvid Sacconi) e Obina (Robert)
Técnico: Muricy Ramalho

GOIÁS: Harlei, Valmir Lucas, Ernando, Rafael Tolói e Júlio César; Amaral (Ramalho), Fernando, Léo Lima (Felipe) e Romerito (Douglas); Fernandão e Iarley
Técnico: Hélio dos Anjos.

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Uma vitória que custou 100 mil reais  (Jogos) escrito em segunda 28 setembro 2009 05:45

No Futebol muitas vezes surgem boatos e desculpas de que um time pagou para vencer alguma partida, geralmente esses são maldosos e fazem referência a algo ilícito. Porém, no último sábado, pela 26ª rodada do Brasileirão 2009, podemos dizer que o Palmeiras, em um ato TOTALMENTE LEGAL, pagou 100 mil reais para conseguir uma vitória.

O Palmeiras estava com alguns desfalques, Pierre e Wendel lesionados e Armero e Cleiton Xavier suspensos. Danilo seria mais um desfalque, por ser do Atlético Paranaense (adversário do Palmeiras no jogo) e estar apenas emprestado ao Verdão ele não poderia jogar, a não ser que o Palmeiras pagasse o valor de 100 mil reais, conforme previsto em contrato. Então, na hora do jogo, quando todo mundo já esperava a escalação palmeirense sem o zagueiro Danilo, eis que seu nome constava entre os 11 titulares, o Palmeiras decidira pagar o valor estipulado para que ele jogasse.

Durante o jogo, Danilo vai bem na zaga, porém não foi isso que justificou os 100 mil. No final do primeiro tempo, o zagueiro pega a bola na intermediária ofensiva e lança a bola, melhor do que muito meia, que encontra o chileno Figueroa, fazendo sua primeira partida como titular no Verdão, que domina e chuta para o gol, Palmeiras 1 a 0.

No segundo tempo o Atlético-PR consegue empatar o jogo, a bola chega a desviar em Danilo antes de entrar, porém ele não teve qualquer culpa no lance. Mas os 100 mil ainda não estavam “compensados”, então, pouco depois, escanteio para o Palmeiras, Figueroa cobra e Danilo faz o gol, Palmeiras 2 a 1. Um “fato curioso” sobre os gols, o 1° foi assistência de Danilo e gol de Figueroa, o 2° foi o inverso, assistência de Figueroa e gol de Danilo.

Os 100 mil reais já estavam “pagos”, mas para não deixar qualquer dúvida de que foram “bem pagos”, em um ataque do Atlético, com uma “trapalhada” da defesa, Danilo salva uma bola em cima da linha. Se não fosse o Danilo talvez o Palmeiras não tivesse ganhado e, como o Danilo “custou” 100 mil para jogar essa partida, podemos dizer que a vitória do Palmeiras custou 100 mil reais.

Mas, justiça seja feita, dois outros jogadores também merecem destaque pela vitória, o “santo goleiro” Marcos, que fez muito boas e importantes defesas, e o chileno Figueroa que, em apenas uma partida acertou mais cruzamentos e fez mais gols que o Wendel, que vinha jogando de titular na lateral-direita.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 x 1 ATLÉTICO-PR
Campeonato Brasileiro 2009
Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 26 de setembro de 2009, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Renda: R$ 1.008.031,24
Público: 22.395 pagantes
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Adson Marcio Lopes Leal (BA)
Cartões amarelos: Marcão, Figueroa e Jumar (Palmeiras); Patrick (Atlético-PR)
Gols:
PALMEIRAS: Figueroa, aos 42 minutos do primeiro tempo; Danilo, aos 24 minutos do segundo tempo.
ATLÉTICO-PR: Chico, aos 17 minutos do segundo tempo.

PALMEIRAS: Marcos; Maurício Ramos (Maurício), Edmilson e Danilo; Figueroa, Jumar, Souza, Diego Souza e Marcão; Obina (Ortigoza) e Vagner Love (Willians).
Técnico: Muricy Ramalho

ATLÉTICO-PR: Gallato; Fransérgio (Geílson), Chico e Manoel; Nei, Valencia, Rafael Miranda (Netinho), Paulo Baier e Wesley; Marcinho e Patrick (Alex Sandro)
Técnico: Antônio Lopes

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Uma “partida de Libertadores” no Brasileirão  (Jogos) escrito em sexta 25 setembro 2009 06:01

Já se vai mais de um dia após o final de Cruzeiro x Palmeiras pelo Brasileirão 2009, porém para uma partida épica como essa nunca é tarde para se falar. O Palmeiras começou a rodada com 44 pontos, um a mais que Internacional e São Paulo, que também brigam pelo título, porém por motivos televisivos o jogo do Verdão foi o único a ser realizado na quarta-feira, com todo o restante da rodada sendo jogada no final de semana anterior.

Tanto Inter quanto São Paulo poderiam passar o Palmeiras momentaneamente, pois teriam um jogo a mais até o término da rodada, porém o Verdão mostrou que tem sorte e competência e, quando muitos diziam que iríamos perder a liderança, abrimos 3 pontos de vantagem para o segundo colocado. Tudo começou no sábado, quando o Internacional perdeu para o Vitória em Salvador. No domingo, o São Paulo enfrentou o Santo André, também fora de casa, os inimigos saíram na frente, porém no final do jogo o time do ABC Paulista empata e não deixa que o Verdão perca a ponta.

Chega quarta-feira, a não ser que o Palmeiras perdesse por 5 a 0 terminaria a 25ª rodada na liderança. O jogo já começou polêmico, principalmente por causa do atacante Kléber, o palmeirense que joga no Cruzeiro, que no final de semana havia ido a um Campeonato interno na Mancha Verde, a maior Torcida Organizada palmeirense. Os torcedores cruzeirenses ficaram muito revoltados com isso, chegando até a ameaçar o jogador, que sempre demonstrou raça em campo (e também sua vontade de voltar ao Palmeiras em diversas declarações).

O jogo começa, o Palmeiras tem os desfalques de Danilo (suspenso), Pierre (lesionado) e Edmílson (voltando de lesão). Logo aos 8 minutos de jogo, após uma falha na “linha de impedimento” de Marcão, o Cruzeiro abre o placar. Nessa hora eu penso: “o Palmeiras vai conseguir virar e segurar no sufoco até o final”, não imaginava que eu iria acertar tão em cheio. Nem deu tempo para os cruzeirenses comemorarem direito, menos de 2 minutos após o gol Vágner Love faz ótima jogada e só é parado com falta, na intermediária, Diego Souza bate forte e com efeito, empatando com um golaço.

O restante do Primeiro Tempo é um bom jogo, com ambas as equipes jogando e chegando ao ataque, alguns lances polêmicos, os cruzeirenses reclamaram de pênaltis não marcados (sorte deles, o Marcos pegaria os pênaltis mesmo). Na volta para o Segundo Tempo, Muricy Ramalho tira Robert (atacante) para colocar Maurício (zagueiro), assim algumas pessoas chegaram a achar que o Palmeiras apenas se defenderia na etapa complementar, e estavam certas.

Na verdade o Palmeiras teve um ótimo ataque no segundo tempo, após belo passe de Cleiton Xavier, Vágner Love recebe a bola no meio dos zagueiros mineiros e corre com ela, somente com o goleiro a sua frente, dribla-o e toca para o fundo das redes, um lindo gol (que eu quase gritei GOL já na hora em que ele pegou na bola e começou a correr). O Cruzeiro não tinha outra alternativa a não ser ir com tudo ao ataque, que deixaria o Palmeiras poder puxar contra-ataques para “matar a partida”.

Era o que deveria ter acontecido se não fosse um “pequeno detalhe”, a expulsão de Armero, o colombiano lateral-esquerdo-velocista do Palmeiras. Como não temos muitos canhotos no time (ficamos apenas com Marcão de canhoto em campo) e ficamos com um jogador a menos naquela faixa do campo, foi justamente por aí que os cruzeirenses resolveram atacar. Aliás a única coisa que os cruzeirenses fizeram desde então foi atacar. Ah, um “mero detalhe”, a expulsão de Armero foi aos 10 minutos do 2° tempo, ou seja, tínhamos pouco mais de 35 minutos para segurar o ataque mineiro.

A partir daí, considerando também todo o clima de decisão que envolvia a partida (por parte do Palmeiras que podia abrir vantagem), o jogo pareceu uma “partida de Libertadores”, igual aos épicos confrontos contra o Corinthians em 99 e 2000, ou alguns outros jogos que me fogem à memória agora, em que o Palmeiras, com uma vantagem mínima, não podendo sequer tomar um gol, apenas se defendia, tomando sufoco até o final da partida, mas saía vencedor.

E não foi fácil, o Cruzeiro atacou até não poder mais, o Palmeiras se virava como conseguia, contou com a sorte em alguns lances, com a incompetência cruzeirense em outros e, principalmente, com a competência palmeirense em muitos lances. O tão polêmico Kléber proporcionou três lances marcantes, em um deles em uma disputa aérea pela bola com o volante que joga na lateral, Wendel, acidentalmente o palmeirense que joga no Cruzeiro atinge o companheiro, com o cotovelo, na boca. Wendel teve que sair, com suspeita de lesão no maxilar, a consequência boa desse fato ruim foi a oportunidade do chileno Figueroa estrear pelo Palmeiras, o lateral-direito jogou muito bem, ganhou todas as bolas e demonstrou muita vontade, se pegar uma sequência de jogos não sai mais do time.

Os outros dois lances marcantes que envolveram o Kléber foram um chute em que ele deu na entrada da área, Marcos desviou e a bola bateu na trave, uma das melhores chances cruzeirenses no segundo tempo, por final o que marcou a atuação do atacante foi a sua saída de campo, vaiado pela torcida cruzeirense e aplaudido pela palmeirense, retribuiu os aplausos da torcida do Palmeiras.

O jogo continuou naquele sufoco, eu cruzei os dedos com tanta força que até me deu câimbras, eu ficava olhando o tempo de jogo praticamente a cada 2 minutos e pensando “faltam 30 minutos”, “faltam só 20 minutos agora”, “faltam só 15, vamos lá”, “40 minutos, só mais 5 minutos, nós vamos agüentar” e, perto dos acréscimos “termina logo”. Ainda tiveram alguns lances polêmicos em que os cruzeirenses reclamaram de pênaltis, bolas salvas na pequena área, chutes que passaram raspando a trave, entre outros, em vários meu coração dispara e acho que posso até “ter um treco”.

O juiz apita o final do jogo, finalmente consigo respirar normalmente e abro um enorme sorriso, VENCEMOS, Palmeiras 2 a 1, abrimos 3 pontos de vantagem, com muito sufoco, muita emoção, polêmica e, por fim, a consagração. O árbitro era Evandro Rogério Roman, o mesmo que “roubou” o Palmeiras contra o Goiás no primeiro turno, após tanta pressão há quem diga que ele “devolveu” os 3 pontos tirados do Verdão anteriormente. Agora é se recuperar do esforço e concentrar na próxima partida, contra o Atlético-PR no Palestra Itália.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 1 x 2 PALMEIRAS
Campeonato Brasileiro 2009
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 23 de setembro de 2009, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Assistentes: Roberto Braatz e Carlos Berkenbrock
Cartões amarelos: Henrique e Gilberto ( Cruzeiro); Vagner Love, Cleiton Xavier, Jumar e Marcos (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Armero (Palmeiras)
Gols:
CRUZEIRO: Thiago Ribeiro, aos sete minutos do primeiro tempo
PALMEIRAS Diego Souza, aos nove minutos do primeiro tempo; Vagner Love, aos quatro minutos do segundo tempo.

CRUZEIRO: Fábio; Elicarlos (Guerrón), Leonardo Silva, Gil e Diego Renan; Fabrício (Jonathan), Henrique, Marquinhos Paraná e Gilberto; Thiago Ribeiro e Kléber (Wellington Paulista)
Técnico: Adílson Batista

PALMEIRAS: Marcos; Wendel (Figueroa), Maurício Ramos, Marcão e Armero; Jumar, Souza, Cleiton Xavier, Diego Souza; Robert (Maurício) e Vagner Love (Willians).
Técnico: Muricy Ramalho

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Cinco anos depois, Vágner Love volta para terminar o que começou  (Jogadores/Treinadores) escrito em sexta 28 agosto 2009 19:22

O ano era 2004, após um triunfante retorno à Elite o Palmeiras liderava o Brasileirão com um time que contava com alguns “pratas-da-casa”, dentre eles um dos melhores atacantes revelados no clube, Vágner Love. Vágner, que foi destaque no vice-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2003, na época em que ganhou o apelido “Love”, foi artilheiro da Série B do Brasileiro daquele ano e do Paulistão 2004, vencendo a disputa com o badalado Luís Fabiano, do São Paulo.

O Palmeiras fazia ótima campanha no Brasileirão 2004, tendo vencido os três principais clássicos paulistas (contra Corinthians, Santos e São Paulo), com Vágner Love marcando nesses três jogos, Verdão na liderança da competição e apontado como um dos candidatos ao título. Então, em uma das mais questionadas vendas da antiga gestão palmeirense, o atacante é negociado com o CSKA da Rússia, na época inclusive foi noticiado que se o Palmeiras aumentasse seu salário ele ficaria no clube, porém, para aumentar a indignação, além de venderem o atacante, trouxeram Renaldo para seu lugar ganhando 50 mil reais por mês, mais do que Love pedia para ficar, sendo que esse não fez nada pelo clube.

Após a saída de Vágner em 2004 o Palmeiras caiu de produção e terminou a competição apenas em 4° lugar. O Verdão tentou repatriá-lo algumas vezes desde então, mas nunca obtinha sucesso. O arqui-rival chegou a anunciar sua contratação em 2005, quando enganado por seu empresário (ele achava que já estava tudo certo) deu entrevistas como jogador corintiano, usando a camisa do clube, porém o negócio não se concretizou.

Mas agora, cinco anos após sua saída do Brasil, no ano anterior à Copa do Mundo (em que Vágner Love tem condições de disputar), o atacante retorna ao Brasil, retorna ao clube que o revelou e o projetou, ao clube que ele sempre honrou e nunca desrespeitou. Cinco anos depois, Vágner Love volta ao Palmeiras, com o time novamente em 1° lugar do Brasileirão, para terminar a história daquele campeonato e nos trazer esse tão merecido título que deveríamos ter conquistado em 2004.

Em tempo: Vágner Love chega por empréstimo até o final de julho de 2010, com cláusula de renovação até a Final da Libertadores (que será em agosto por causa da Copa do Mundo) caso o Palmeiras esteja nela. Segundo a Assessoria de Imprensa do Palmeiras nenhum jogador do atual elenco palmeirense irá para o CSKA esse ano como parte da negociação.

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